O 𝓂𝑒𝓂𝑜𝓇𝒾𝒶𝓁 𝒾𝓃𝒸𝑜𝓂𝓅𝓁𝑒𝓉𝑜 𝒹𝒶 𝑒𝓅𝒾𝒹𝑒𝓂𝒾𝒶 𝒹𝑒 𝒶𝒾𝒹𝓈 é uma iniciativa de registro de histórias de vida de pessoas vítimas da epidemia da aids. O projeto celebra essas vidas, comemora as respostas e ações de solidariedade e registra as diferentes percepções sobre os impactos da epidemia da aids nas últimas quatro décadas. Estas histórias serão compartilhadas em uma colcha de retalhos, inspirada no Projeto Nomes, e em um registro em áudio destas memórias. A iniciativa é aberta, coletiva e sem fins lucrativos, contando com a colaboração, participação e apoio de diversos grupos.
Colcha de retalhos foi confeccionada para Manifestação do Dia Internacional de Luta contra a Aids em 30/11/2001. Cada pedaço de tecido representa uma pessoa que faleceu vítima da aids. Créditos: Acervo GIV.
O Projeto Nomes é uma prática de memória que, com origem em meados dos anos 1980 nos Estados Unidos, consiste no registro de nomes de pessoas que morreram de aids em colchas de retalho. A ideia é reconhecer as pessoas e histórias de vida, para além dos números ou das construções sociais sobre hiv e aids. O Projeto Nomes tinha três objetivos principais: ilustrar a enormidade da epidemia global da aids; encorajar uma atitude de compaixão para as pessoas vivendo com aids e permitir uma maneira criativa e positiva de expressão para aqueles cujas vidas foram de alguma maneira tocadas pela aids. Retomar estes objetivos hoje é também reconhecer a atualidade destes desafios de hoje, em especial a partir da pandemia da COVID-19.
A primeira ativação deste projeto aconteceu em 2021, em parceria com a Casa 1, GIV - Grupo de Incentivo à Vida, Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, Museu da Diversidade Sexual e Pela Vidda/SP. A iniciativa consistiu na coleta de depoimentos em áudio e criação de retalhos com histórias de pessoas vítimas da epidemia de aids.
Entre os dias 01 e 11 de dezembro, a sala 1 do Sesc Guarulhos, dedicada à educação em saúde, foi ocupada com um ateliê artístico aberto e com um acervo com obras literárias que tematizam a epidemia de HIV/Aids. O projeto contou também com educadores-artistas que realizaram o acolhimento, a mediação e a orientação ao público. Além disso, foram promovidas três atividades públicas e gratuitas: Oficina online de Escrita e Publicação com Juão Nyn e Laura Daviña; Coleta Pública de Testemunho com Nair Brito, mediação Remom Bortolozzi e relatoria de Hailey Kaas; uma edição especial do Sarau Café com Expressão, promovido pelo GIV.
Coleta pública de testemunho com Nair Brito, na segunda edição do memorial incompleto da epidemia de aids, realizada no Sesc Guarulhos (2022).
Curadoria e projeto: Acervo Bajubá
Produção: Alessandro Fritzen e Bruno O.
Expografia: Guilherme Custódio
Design: Rafa Roller
Educativo: Laura Ribeiro, Natan e Rafaela Queiroz
Oficina de escrita e publicação: Juão Nyn e Laura Daviña
Coleta de Testemunho: Nair Brito e Remom Bortolozzi
Relatoria do Testemunho: Hailey Kaas
Sarau Café com Expressão: Andrea Ferrara e GIV - Grupo de Incentivo à Vida
Agradecimentos: Rafael Munduruca, Cláudio Pereira, Ricardo Tomio, Yuri Fraccaroli e Marcos Tolentino